Ogmo de RG aplica técnicas de ensino a instrutores de capacitação
3/4/2007



O Setor de Treinamento do Órgão Gestor de Mão-de-Obra do Trabalho Portuário Avulso (Ogmo/RG) iniciou o Curso Técnicas de Ensino (CTE) para os instrutores dos cursos de capacitação dos trabalhadores portuários avulsos do porto local. Conforme a assistente de treinamento, Leonora Domingues Conceição, o curso é necessário principalmente para preparar os instrutores a conviverem com um público-alvo diferenciado. "Os trabalhadores portuários avulsos têm expectativas específicas no que se refere às suas atividades profissionais, e isso exige um tratamento embasado daqueles que irão conduzir o processo de capacitação", explica.

   O Ogmo/RG tem hoje 1.122 trabalhadores habilitados, sendo 8% na faixa etária até 30 anos, 54% entre 31 e 50 anos, e 38% acima de 50 anos. De 1997 até o ano passado, foram oferecidas, com recursos do Fundo de Desenvolvimento para o Ensino Profissional e Marítimo (FDEPM), gerenciado pela Diretoria de Portos e Costas (DPC), do Ministério da Marinha, 2.910 vagas distribuídas em 198 cursos. Durante esses 10 anos, houve um atendimento anual médio de 25% dos trabalhadores em atividade, por meio de convênios assinados entre a Capitania dos Portos e o OGMO/RG.

   Esses cursos fazem parte do Programa de Ensino Profissional Marítimo e Portuário (Prepom) e são aplicados pelo Ogmo e acompanhados pelos coordenadores do Setor de EPM da Capitania dos Portos, que dão o suporte necessário ao fiel cumprimento das normas do programa. No entanto, o Setor de Treinamento do OGMO cria outros cursos, ainda não previstos no Prepom, necessários às demandas operacionais do Porto do Rio Grande, tais como amarração de veículos e motorista subidor (cegonhas), mais recentemente.

   Para a coordenadora pedagógica do Prepom, Rosangela da Silva Freitas, um outro diferencial do trabalhador portuário avulso é o fato de ele trazer para a sala de aula os questionamentos do dia-a-dia, o que exige uma preparação dos instrutores para conduzi-los às instâncias que melhor irão esclarecer suas dúvidas. "A sala de aula acaba se tornando um balcão de atendimento ao cliente", afirma a coordenadora, entendendo que os instrutores devam ter essa noção para desfazer as ansiedades muitas vezes geradas.

   Instrutores e ambientalização

   Uma novidade que começa a se configurar neste ano é a proposta da doutoranda Dione Kitzmann, também instrutora do Ogmo. Ela pretende realizar um estudo de caso com o ensino profissional marítimo, na ambientalização de currículos como estratégia de educação ambiental de trabalhadores. O seu objetivo é a ambientalização dos conteúdos do Curso Básico do Trabalhador Portuário (CBTP), capacitando os instrutores do Ogmo Rio Grande para aplicarem o curso. Além disso, Kitzmann espera desenvolver e aplicar uma metodologia de avaliação dos resultados das ofertas-piloto do CBTP ambientalizado.

   Para isso, ela deverá organizar e coordenar um Grupo de Estudos de Educação Ambiental (GEEA), a ser composto por instrutores do Ogmo. "Estes profissionais serão colaboradores fundamentais, uma vez que alguns têm vivência com o público-alvo, conhecimento do meio e certo grau de formação ambiental, pois já participaram do curso "Sistema Ambiental Portuário" (Kitzmann, 2004) e do Curso Especial de Educação Ambiental ? Ensino à Distância (Ceap ? EAD), oferecido pelo EPM", atenta a pesquisadora.(Fonte: Jornal Agora/Rio Grande,RS)
   

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